Derecho de los desastres multiespecie: construcciones internacionales y falta de regulación en Brasil

Autores/as

Resumen

La investigación examina críticamente la exclusión de los animales de la legislación brasileña en materia de defensa civil, identificando una laguna legal que perpetúa un modelo antropocéntrico en la gestión de desastres. Basado en el derecho de los desastres y el derecho animal, el estudio adopta un enfoque cualitativo, descriptivo-analítico y comparativo, sustentado en la investigación bibliográfica y documental. Se analizan experiencias internacionales, como las de Estados Unidos, Australia, India, Costa Rica, Guatemala y Japón, que integran a los animales en sus políticas de gestión de riesgos, contrastándolas con la omisión brasileña. Los resultados evidencian que la falta de previsión compromete tanto la protección de la vida no humana como la eficacia de la respuesta estatal. El estudio propone fundamentos teóricos y jurídicos para la formulación de una ley de desastres multiespecie en Brasil, orientada a consolidar un nuevo paradigma de justicia ecológica y a fortalecer la dimensión práctica del derecho animal en la gestión pública de emergencias.

Palabras clave

gestión del riesgo, protección animal, multiespecies, eventos extremos, cambios climáticos

Citas

ALVES, F. D. y REHBEIN, K. D. S. (2022). «O dever constitucional de formulação e implementação de políticas públicas à proteção dos animais domésticos em situação de abandono nos centros urbanos». Revista de Direito da Cidade, 14(3), 1643-1672. DOI: https://doi.org/10.12957/rdc.2022.55702

ASAMBLEA LEGISLATIVA DE LA REPÚBLICA DE COSTA RICA (2006). Ley General del Servicio Nacional de Salud Animal n.º 8495. San José: Asamblea Legislativa.

AUSTRALIAN INSTITUTE FOR DISASTER RESILIENCE (2024). Planning for animals. Canberra: Commonwealth of Australia. Australian Disaster Resilience Handbook Collection.

BABCOCK, S. A. y SMITH, D. G. (2020). «Pets in comprehensive disaster planning: The post-Hurricane Katrina experience». American Journal of Public Health, 110(10), 1500-1501. DOI: https://doi.org/10.2105/AJPH.2020.305752

CÂMARA DOS DEPUTADOS (2019). Projeto de Lei nº 2.950.

CÂMARA DOS DEPUTADOS (2020). Projeto de Lei nº 4.670.

CÂMARA DOS DEPUTADOS (2021). «Decreto n.º 10.692, de 5 de maio de 2021». Diário Oficial da União (6 de mayo de 2021).

CÂMARA DOS DEPUTADOS (2025). Substitutivo ao Projeto de Lei nº 2.950 — (2019).

CARVALHO, D. W. (2020). «Direito Internacional dos Desastres: Da centralidade na resposta humanitária à formação do dever internacional de redução de riscos de desastres». Revista Brasileira de Políticas Públicas e Internacionais, 5(2), 335-350. DOI: https://doi.org/10.22478/ufpb.2525-5584.2020v5n2.52677

DEFESA CIVIL DO RS (2025). Defesa Civil atualiza balanço das enchentes no RS – 24/04/25. Recuperado de https://defesacivil.rs.gov.br/defesa-civil-atualiza-balanco-das-enchentes-no-rs-10-7-66b67813ba21f-66c4eed627af9-680aa31f76e02#:~:text=A%20Defesa%20Civil%20atualiza%20as,a%20confirma%C3%A7%C3%A3o%20de%20um%20%C3%B3bito

DE PAULA, L. I. et al. (2024). «Carta Minas Gerais». En: 1º Seminário Proteção Animal em Situações de Desastres por Barragens e Mudanças Climáticas. Belo Horizonte.

DÍAZ, A.; TRELLES, S. y MURILLO, J. C. (2015). La gestión del riesgo y la atención de animales en desastres: Aumentando la resiliencia del sector pecuario: la experiencia de Costa Rica. San José: Instituto Interamericano de Cooperación para la Agricultura.

DISCONZI, N.; RAMMÊ, R.; SCHEFFER, G. K.; MUNARI, A. B. y REHBEIN, K. D. S. (2024). «Direito animal estadual: Rio Grande do Sul». En: REGIS, A. H. P.; DISCONZI, N. y LIMA, Y. F. (orgs.). Panorama do direito animal brasileiro: Nos estados e no Distrito Federal. Cruz Alta: Ilustração.

EMERGENCY EVENTS DATABASE (2025). Access Data. Centre for Research on the Epidemiology of Disasters (CRED). University of Louvain (UCLouvain).

FELIPE, S. T. (2006). «Fundamentação ética dos direitos animais: O legado de Humphry Primatt». Revista Brasileira de Direito Animal, 1(1), 207-229. DOI: https://doi.org/10.9771/rbda.v1i1.10249

FELIPE, S. T. (2009). «Antropocentrismo, sencientismo e biocentrismo: Perspectivas éticas abolicionistas, bem-estaristas e conservadoras e o estatuto de animais não-humanos». Revista Páginas de Filosofia, 1(1), 2-30. DOI: https://doi.org/10.15603/2175-7747/pf.v1n1p2-30

GOBIERNO DE GUATEMALA. SECRETARÍA EJECUTIVA DE LA COORDINADORA NACIONAL PARA LA REDUCCIÓN DE DESASTRES (2018). Protocolo de respuesta para la atención de animales en desastre. Guatemala.

GOVERNMENT OF INDIA. NATIONAL DISASTER MANAGEMENT AUTHORITY (2019). National Disaster Management Plan, 2019. Nueva Delhi: National Disaster Management Authority. Ministry of Home Affairs. Government of India.

GOVERNO DO ESTADO RIO GRANDE DO SUL (2024a). Plano de Ações de Resposta à Fauna. Porto Alegre: SEMA.

GOVERNO DO ESTADO RIO GRANDE DO SUL (2024b). Manual de Boas Práticas para Abrigo de Animais. Porto Alegre: SEMA.

GOVERNO RIO GRANDE DO SUL y EMATER (2024). Impactos das chuvas e cheias extremas no Rio Grande do Sul em maio de 2024. Porto Alegre: Emater.

HUPFFER, H. M.; ROQUE, T. R. y BARROS, M. P. (2024). «O desastre ambiental do Rio Grande do Sul e os Direitos dos Animais». Revista do Programa de Pós-Graduação em Direito, 34(2), 1-28. DOI: https://doi.org/10.9771/rppgd.v34i0.64042

KAJIWARA, H. (2020). «Surviving with Companion Animals in Japan: Life after a Tsunami and Nuclear Disaster». En: IRVIVE, L. Palgrave Studies in Animals and Social Problems. Cham: Palgrave Macmillan. DOI: https://doi.org/10.1007/978-3-030-49328-8

«Lei n.º 12.340, de 1º de dezembro de 2010». Diário Oficial da União (2 de diciembre de 2010).

«Lei n.º 12.608, de 10 de abril de 2012». Diário Oficial da União (11 de abril de 2012).

«Lei n.º 14.904, de 27 de junho de 2024». Diário Oficial da União (28 de junio de 2024).

LEVAI, L. F. (2014). «Crueldade consentida – Crítica à razão antropocêntrica». Revista Brasileira de Direito Animal, 1(1), 171-190. DOI: https://doi.org/10.9771/rbda.v1i1.10246

MARTÍNEZ MIGUÉLEZ, M. (2004). La investigación cualitativa etnográfica en educación (5.ª ed.). México: Trillas.

MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO E DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL (2023). Atlas Digital de Desastres no Brasil. Brasilia: MIDR.

MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO E DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL (2024). Orientação Operacional nº 07/2024, de 20 de maio de 2024. Brasilia.

MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO GRANDE DO SUL (2024). O uso e ocupação do solo em áreas de risco ou suscetíveis a desastres: Reflexões e propostas de atuação do Ministério Público. Porto Alegre: Centro de Apoio Operacional de Defesa da Ordem Urbanística e Questões Fundiárias. Procuradoria-Geral de Justiça.

NAÇÕES UNIDAS (2022). «Cúpula da ONU em Bali divulga recomendações para evitar aumento de desastres». Assuntos da ONU (27 de mayo). Recuperado de https://news.un.org/pt/story/2022/05/1790692#:~:text=C%C3%BApula%20da%20ONU%20em%20Bali%20divulga%20recomenda%C3%A7%C3%B5es%20para%20evitar%20aumento%20de%20desastres,-27%20Maio%202022&text=Plataforma%20Global%20de%20Redu%C3%A7%C3%A3o%20de,de%20sistema%20de%20alerta%20precoce

NATURE CONSERVATION BUREAU. ANIMAL WELFARE AND MANAGEMENT OFFICE (2018). Disaster Preparedness Guideline for Humans and Pets. Tokio: Government of Japan.

PALAR, J. V.; RODRIGUES, N. T. D. y CARDOSO, W. M. (2017). «A vedação da crueldade para com os animais não-humanos à luz da interpretação constitucional». Revista De Direito Brasileira, 16(7), 305-323. DOI: https://doi.org/10.5585/rdb.v16i7.544

RAMMÊ, R. y GORISCH, P. (2025). «Desplazados climáticos y víctimas invisibles: Violaciones de derechos animales en las recientes inundaciones del sur de Brasil». DALPS (Derecho Animal-Animal Legal and Policy Studies), 3, 376-394. https://doi.org/10.36151/DALPS.060 DOI: https://doi.org/10.36151/DALPS.060

REGAN, T. (2008). «Do animals have a right to life?». Revista Brasileira de Direito Animal, 3(4), 9-28. DOI: https://doi.org/10.9771/rbda.v3i4.10453

REHBEIN, K. D. S. y ALVES, F. D. (2025a). «Mudanças climáticas e direito à moradia: Impacto das enchentes de 2024 na capital gaúcha». Revista Brasileira de Direito Ambiental, 117(30), 219-258.

REHBEIN, K. D. S. y ALVES, F. D. (2025b). «Mobilidade humana em face às mudanças climáticas: A urgência na criação de um instituto jurídico aos deslocados climático-ambientais». Revista Direito e Práxis, 16(2), 1-26.

REHBEIN, K. D. S. y DISCONZI, N. (2025). «A edificação de um Direito dos Desastres Multiespécie». En: DISCONZI, N.; REHBEIN, K. D. S.; SILVA, E. A. y PILLAR, M. M. (orgs.). Direito Animal, 3. Santo Ângelo: Ilustração.

REHBEIN, K. D. S. y TYBUSCH, J. S. (2025). «La resposta estatal a les catàstrofes: Les inundacions a Rio Grande do Sul (Brasil) i a València (Espanya) des d’una perspectiva comparada». Revista Catalana de Dret Ambiental, 16(1), 1-40. DOI: https://doi.org/10.17345/rcda4141

RODRIGUES, N. T. D.; PILLAR, M. M. y BORGES, A. F. (2024). «A tragédia no Rio Grande do Sul e as vítimas invisíveis». Revista Contemporânea, 4(8), 1-23. DOI: https://doi.org/10.56083/RCV4N8-132

SARLET, I. W. y FENSTERSEIFER, T. (2014). «Algumas notas sobre a dimensão ecológica da dignidade da pessoa humana e sobre a dignidade da vida em geral». Revista Brasileira de Direito Animal, 2(3), 69-94. DOI: https://doi.org/10.9771/rbda.v2i3.10358

SARLET, I. W. y FENSTERSEIFER, T. (2025). «A ordem jurídico-constitucional e a prevenção e combate aos desastres no Brasil». Consultor Jurídico (14 de febrero). Recuperado de https://www.conjur.com.br/2025-fev-14/a-ordem-juridico-constitucional-e-a-prevencao-e-combate-aos-desastres-no-brasil/#_ftn1

SENADO FEDERAL (1988). Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasilia: Senado Federal.

SILVA, T. T. A. (2015). «Princípios de proteção animal na Constituição de 1988». Revista de Direito Brasileira, 11(5), 62-105. DOI: https://doi.org/10.5585/rdb.v11i5.267

SINGER, P. (1989). Animal Liberation: The Definitive Classic of the Animal Movement. Nueva York: Avon Books.

UNITED NATIONS OFFICE FOR DISASTER RISK REDUCTION (1994). Guidelines for Natural Disaster Prevention, Preparedness and Mitigation.

UNITED NATIONS OFFICE FOR DISASTER RISK REDUCTION (2005). Hyogo Framework for Action 2005-2015: Building the resilience of nations and communities to disasters.

UNITED NATIONS OFFICE FOR DISASTER RISK REDUCTION (2015). Sendai Framework for Disaster Risk Reduction 2015-2030.

U.S. DEPARTMENT OF HOMELAND SECURITY. FEDERAL EMERGENCY MANAGEMENT AGENCY (2007). Eligible Costs Related to Pet Evacuations and Sheltering. Washington: FEMA.

U.S. GOVERNMENT PUBLISHING OFFICE (2006). Pets Evacuation and Transportation Standards Act of 2006. Public Law 109-308. U.S. Statutes at Large, 120, 1725. Washington, D.C.

Biografía del autor/a

Katiele Daiana da Silva Rehbein, Universidade Federal de Santa Catarina

Doutoranda em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Santa Catarina, SC, Brasil (com bolsa Capes Proex). Mestra em Direito pela Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, Rio Grande do Sul, RS, Brasil. Mestra em Ciências Ambientais pela Universidade de Passo Fundo (com bolsa Capes), Passo Fundo, Rio Grande do Sul, RS, Brasil. Especista em Direito Ambiental pelo Centro Universitário Internacional. Especialista em Direito Constitucional pela Faculdade Legale. Bacharela em Direito pela Faculdade Antonio Meneghetti. Técnica em Meio Ambiente pelo Instituto Federal Farroupilha. Professora de Direito na Escola Mineira de Direito, Varginha, Minas Gerais, MG, Brasil; Professora de Direito na Escola de Formação Jurídica, Pouso Alegre, Minas Gerais, MG, Brasil. Diretora Financeira Nacional do Instituto Abolicionista Animal, Gestão 2024-2026. Membra do Grupo de Pesquisa em Direitos Animais da Universidade Federal de Santa Maria. E-mail: katirehbein.direito@gmail.com

Nina Trícia Disconzi Rodrigues Pigato, Universidade Federal de Santa Maria

Professora de Direito no Programa de Pós-Graduação em Direito, à nível de Mestrado e Doutorado, e no Curso de Direito, à nível de Graduação, na Universidade Federal de Santa Maria. Presidenta Nacional do Instituto Abolicionista Animal, Gestão 2024-2026. Doutora em Direito pela Universidade de São Paulo. Mestra em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina. Graduada em Direito pela Universidade Federal de Santa Maria. Coordenadora dos Grupos de Pesquisa em Direitos Animais e Democracia e Constituição, ambos da Universidade Federal de Santa Maria.

Publicado

15-12-2025

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.