O perturbador no cotidiano: uma leitura do conto «Hacia la alegre civilización de la capital» de Samanta Schweblin
Resumen
A intenção desse artigo é compreender como se constrói o efeito inquietante no conto «Hacia la alegre civilización de la capital» a partir dos procedimentos utilizados pela escritora argentina Samanta Schweblin, e questionar como este relato revela manifestações do fantástico na literatura argentina contemporânea. Isso porque o conto, partindo de uma situação cotidiana e reconhecível, oscila entre o universo do fantástico e de um verossímil realista, levando o leitor a uma percepção inquietante de que há algo inusitado (o que não significa que seja também irreal) ocorrendo na situação proposta pela autora. Para entender tal construção, parte-se do questionamento sobre como a violência está configurada dentro do conto, principalmente quanto às relações sociais entre as personagens que sugerem em maior ou menor grau matizes de domínio e submissão.
Citas
AUERBACH, Erich (2004): Mimesis. A representação da realidade na literatura ocidental, Editora Perspectiva, São Paulo,
BARRENECHEA, Ana María (1972): «Ensayo de una tipología de la literatura fantástica», Revista Iberoamericana, núm. 80, pp. 391-403, disponível em http://revista-iberoamericana.pitt.edu/ojs/index.php/Iberoamericana/article/view/2727/2911/ [consulta em 10-01-2016]. <https://doi.org/10.5195/reviberoamer.1972.2727>
CAMPRA, Rosalba (1991): «Los silencios del texto en la literatura fantástica» em Enriqueta Morrilas (org.), El relato fantástico en España e Hispanoamérica, Sociedad Estatal Quinto Centenario, Madrid, pp. 50-68.
CHKLOVSKI, Victor (1973): «A arte como procedimento», em Dionísio de Toledo (org.), Teoria da literatura: formalistas russos, Globo, Porto Alegre.
CORTÁZAR, Julio (2004): Valise de Cronópio, trad. David Arrigucci Jr. e João Alexandre Barbosa, Perspectiva, São Paulo.
DRUCAROFF, Elsa (2005): «El fantástico desencantado: Los nietos de Cortázar», Revista Axxón, outubro, disponível em http://axxon.com.ar/rev/155/c-155ensayo.htm/ [consulta em 20-01-2016].
FREUD, Sigmund (1969): «O estranho», em Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, volume XVII, Imago Editora, Rio de Janeiro, pp. 273- 318.
GOTLIB, Nadia Battela (2000): A Teoria do Conto, Perspectiva, São Paulo.
GINZBURG, Carlo (2001): Olhos de madeira - nove reflexões sobre a distância, Companhia das Letras, São Paulo.
GINZBURG, Jaime (2012): Literatura, violência e melancolia, Editores Associados, São Paulo.
HORNE, Luz (2011): Literaturas reales – transformaciones en la narrativa latinoamericana contemporánea, Beatriz Viterbo Editora, Buenos Aires.
IDEZ, Ariel (2013): «Apología de la literatura breve», Revista Ñ, Diario Clarín, 18 de janeiro, disponível em http://www.revistaenie.clarin.com/literatura/Apologia-literatura-breve_0_850114990.html/ [consulta em 03-10-2014].
PALÁCIOS, Ariel (2014): «O mundo pertubador e contundente de Samanta Schweblin», Blog do Ariel Palácio, Jornal O Estado de S.Paulo, disponível em http://blogs.estadao.com.br/ariel-palacios/o-mundo-perturbador-e-contundente-de-samanta-schweblin/[consulta em 03-10-2014].
PIGLIA, Ricardo (2000): «Tesis sobre el cuento», em Formas Breves, Anagrama, Barcelona.
POE, Edgar Allan (1999): «Filosofia da composição», en Poemas e Ensaios, Globo, São Paulo.
ROAS, David (2014): A ameaça do fantástico. Aproximações teóricas, Editora Unesp, São Paulo.
SCHWEBLIN, Samanta (2011): Pájaros en la boca, Emecé, Buenos Aires.
TODOROV, Tzvetan (2007): Introdução à Literatura Fantástica, Perspectiva, São Paulo.
VERDEVOYE, Paul (1991): «Orígenes y trayectoria de la literatura fantástica en el Río de la Plata hasta el principios del siglo XX», en Enriqueta Morillas (ed.), El relato fantástico en España e Hispanoamérica, Sociedad Estatal Quinto Centenario, Madrid, pp. 20-37.
WATT, Ian (2010): A ascensão do romance: estudos sobre Defoe, Richardson e Fielding, Companhia das Letras, São Paulo.
Publicado
Cómo citar
Descargas
Derechos de autor 2017 Lia Cristina Ceron

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.